Antroposofia Viva
conhecimento que se torna Impulso
Muitas iniciativas nascidas da Ciência Espiritual Antroposofia — como as escolas Waldorf, a Agricultura Biodinâmica e a própria Sociedade Antroposófica — parecem hoje sentir uma perda de força. Falta, em geral, aquele ímpeto interior que dá vida às ideias e transforma conhecimento em ação transformadora.
Esse enfraquecimento, no entanto, não ocorre apenas no movimento antroposófico. Ele se manifesta também como sintoma da vida contemporânea: – na política, nas relações sociais, nas instituições e no modo como as pessoas procuram sentido para suas vidas. A polarização, a fraqueza e a insegurança são sinais de algo mais profundo.

Rudolf Steiner, fundador da Ciência Espiritual Antroposofia, afirma que quando o ser humano se afasta dos conteúdos espirituais vivos, sua vida interior tende a perder orientação. Quando a pessoa tenta se apoiar apenas no que é visível, mensurável e compreensível por meio do intelecto materialista, suas camadas sub- ou inconscientes, seguem no anseio por uma ligação viva com o espiritual. Se essa busca não encontra alimento, surgem a dúvida, a aflição e a sensação de vazio.
Por isso mesmo não basta reagir aos problemas externos, nem desperdiçar forças tentando corrigir intelectualmente o que está apenas na superfície dos acontecimentos. Uma contribuição real começa apenas quando compreendemos o poder transformador da Antroposofia que não quer ser apenas um conjunto de conceitos conhecidos de fora. O conhecimento da Ciência Espiritual torna-se vivo e transformador quando é conquistado com atividade interior e relação criativa com o mundo que nos rodeia.
O curso “Antroposofia Viva” do Instituto Elo nasce a partir desse chamado. Ele se dirige a pessoas que já podem ter tido contato com a Antroposofia, mas que ainda querem apropriar-se dela tornando-a força interior, orientação abrangente e fonte de iniciativa apta a frutificar no mundo.
Quando a Ciência Espiritual se torna viva no ser humano, ela pode frutificar também no mundo. Pode renovar a forma como educamos, cultivamos a terra, cuidamos das relações, compreendemos a sociedade e assumimos nossas tarefas. Esse é o sentido maior do curso: fortalecer a vida interior para que dela possam nascer ações mais lúcidas, livres e fecundas.
Marco Bertalot-Bay, economista
Instituto Elo

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